Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Maio 02 2010


Amor que não se cansa, que é bendito
Queria saber descrevê-lo mas decerto
Amor de mãe, não pode ser descrito!

Amor de mãe, amor sempre desperto


É puro como puro é um lírio
É rijo e forte qual granito
E doce até no seu martírio
Porque, o seu amor é infinito!

 


É sentimento que nasce em dores
O mais puro e nobre dos amores
E em dores vive, com amor profundo

 

Sentimento que é indescritível
Não se divide, é indivisível
Porque é o amor maior do mundo!

 

 

Albina Dias

publicado por appoetas às 18:18

Maio 02 2010

 

Mulher é a fonte de vida
Onde um filho vem beber
A seiva que o alimenta
Mesmo antes de nascer


Guardas a vida em teu ventre
É nobre o teu coração
Trazes o mundo em teus braços
Tens a força da razão


Só o coração de mãe sente
Aquilo que é muito seu
Porque a vida lhe pertence
Pois do seu ventre nasceu


E nada tem mais valor
Que um coração de mulher
Suas armas são o amor
Seu filho é o seu viver


Só sente um amor assim
Quem um filho já gerou
Esse amor não tem mais fim
Foi Deus que assim o ditou

 

 


                                     ALBINA DIAS


 

publicado por appoetas às 18:12

Maio 02 2010

 

Mãe quero ser para ti a mais linda flor

o mais belo soneto de amor;

a mais bonita carta que alguém te escreveu,

poema inacabado que ninguém leu…

 

Quero ser o doce por ti inventado,

 o manjar de reis por ti criado;

 quero ser a chama visível da paixão

 mãe quero ser a cama no teu coração!

 

  

 

 Tu para mim és o meu mundo,

 universo e mar profundo,

 mão ternura que me ampara e afaga…

 

 

Olhar que abarca todo o espaço,

nuvem clara num abraço,

mãe tu és a estrela que não apaga!

 

Eugénia Frazão

2010

 

 

publicado por appoetas às 14:36

Maio 02 2010

 

Deitaste teu lindo corpo na areia
e ao ver-te o sol te imaginou uma sereia.
Muitas horas ficou em contemplação
Pulsando-lhe mais forte o coração.
 
O tempo foi passando, e o céu escureceu
porque o sol lentamente se escondeu.
Às estrelas pediu ele com carinho
que iluminassem o teu caminho.
 
Quando de novo radioso surgiu
ansioso te procurou mas não te viu
pensando ter sido uma miragem.
 
Sentia-se sozinho nas alturas.
Olhando p’ra terra, só via loucuras,
E a doce recordação da tua imagem.
 
MARIA EMÍLIA VENDA
 
2000/09/17
publicado por appoetas às 14:04

Maio 01 2010

 

 

A REVOLUÇÃO DE ABRIL - 1



Abril-revolução, soltaste um povo
Que estava subjugado nas ideias;
Partiste os duros elos, as cadeias,
És berço dum país que surgiu novo


Um povo que porém por ti não verte
As lágrimas felizes desse dia;
Que hoje quase te julga à revelia
Quando ele é que ficou demais inerte


Não soube escorraçar o mau político
E deu aos novos-ricos todo o apoio
Sem distinguir o que era trigo ou joio
Permanecendo apático e acrítico


Que ralha por haver insegurança
Justiça moribunda ou sem sentidos,
Mas vota num ou noutro dos Partidos
Que acordam estas leis em aliança


Um povo que adormece ante os vilões
Que roubam ou que ganham as riquezas,
Dizendo não sobrar pra outras mesas
Que vêem congelados seus quinhões


Um povo ainda igual ao de Junqueiro
De males suportando a toda a hora,
Que em vez de reagir vai sem demora
Levar o votozinho bem lampeiro


E dizem mal de Abril... são inverdades!
Abril tinha de dar-se. E muito bem!
Abril não é culpado. A culpa tem
Quem não sabe mudar... mentalidades!


Quem soube ver o antes e o depois
Verá sempre na data um talismã;
Hão-de vir nuvens, chuvas, luas, sóis,
Que nunca esquecerá essa manhã!



Joaquim Sustelo


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A REVOLUÇÃO DE ABRIL - 2



Deu-se o vinte e cinco em madrugada clara
Um perfume novo nos chegou dos céus;
Era todo um povo com uma nova cara
Sonhando os seus dias no "depois do adeus" (*)


Fora a noite longa com horas tão feias
Uma noite de anos, suplícios, terror,
Que pra trás ficava no pó das ideias…
A Pátria era livre respirando amor!


Mas “eles” cá estavam escondidos ou não
Espreitando à janela que leva ao poder,
Com todas as armas (menos da razão)
A ver se faziam novo anoitecer


E tinham as garrras. E tinham as asas
Voando à Justiça seja quando for
Poupando em impostos compravam as casas
Usando dinheiros por um off-shore


Fecharam empresas dizendo-as falidas
Pondo em desemprego centenas, milhares!
Mas lá na Suiça e em ilhas escondidas
Recheavam contas longe dos olhares…


E os que mais mandavam, os seus aliados,
Congelando ao povo salários, quinhões,
Consentiam que outros fossem contemplados:
- Prémios escandalosos que eram de milhões


Foram trauteando as palavras novas
“Paz”, “democracia”, “objectivos”, “metas”...
Poesia barata, sempre as suas trovas,
Não lhes deu Cupido do amor as setas


Perante o que fazem dia a dia noto
Que ainda cá temos muita gente reles…
Deram-me contudo, uma arma, um voto;
E hoje vou às urnas... e não voto neles.


Joaquim Sustelo


(*) “E depois do adeus” é uma canção de Paulo de Carvalho, que serviu de senha para os militares saírem de Santarém para Lisboa. Mais tarde, para saberem entre eles que estava tudo bem, seria passada na rádio a “Grândola, Vila Morena” de José Afonso.

publicado por tardesdeoutono às 11:25

Este blogue está aberto aos co-autores e Poetas Amigos de Maria Ivone Vairinho
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